quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

A obra que me é devida...

Pinto a minha vida com pinceladas de cor, entre brancos e negros crio traços de dor, entre amarelos e vermelhos crio traços de amor…
Rasgo esta minha tela, sem dó nem piedade… rasgo o vazio que era dela com a cor da saudade…
Misturo na minha paleta todas as cores da criação, crio a obra, crio a vida, que me sai do coração…
Jogo pinceladas, sem rumo ou direcção, mas crio a obra que me é devida e me enche de emoção … Rio, sorrio, dou gargalhadas por todas as linhas até aqui criadas… Miscelâneas de cor, com pitadas de dor e toques de amor… é esta a vida que pinto, dia a dia, sem parar por um segundo…pois quero assim criar este meu, que também será o teu mundo…

Beijos e Abraços
Das Chamas do Fénix

10 comentários:

Pandora disse...

Estás um pouco nostálgico hoje, meu poeta. No entanto, não deixa de ser lindo.

Bjs.

Mando disse...

Grande Pintor...

abraço...do mando...

Anónimo disse...

Magnifico, um misto de sentimentos, conjugados não de forma nostálgica, mas traduzem apenas um momento....

Rita disse...

Temos Artista (Plástico)...
Jokas

Silvia /('.')\ disse...

Acrilic on Canvas
Legião Urbana
Composição: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Renato Rocha / Marcelo Bonfá

É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra

E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são

Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do seu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
Da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz, então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do baton que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei meu horizonte

E era sempre, Não foi por mal
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez

E era sempre, sempre o mesmo novamente
A mesma traição

Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito, ela não mora mais aqui"
Mas então, por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
É só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"

mjf disse...

Olá!
Sentimental???
Isso passa...

Agora a sério...gostei

Jocas

Helena disse...

Muito bonito...

Com muito sentimento envolvido...


Beijinho

Atever disse...

A vida é como a pintamos; uns dias de cores tristes, outros de cores mais alegres...
Abraço.

Eärwen Tulcakelumë disse...

"Jogo pinceladas, sem rumo ou direcção, mas crio a obra que me é devida e me enche de emoção"

Vim por outro espaço, o nome me atraiu - "fênix" - se fores ao meu mundo entenderás...
Gostei do espaço, gostei do que escreves e prometo voltar.

Pérolas incandescentes de inspiração, banhadas no rio de lava que em meu mundo corre.

Eärwen

NAELA disse...

Wow!!! Deja vu...sera??
Mas ao menos aqui a tua tela tem todas as cores expressando cada emocao!