terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Eu quero um Hospital na minha Terra

Depois da minha veia erótico-matinal, coloquei a minha veia politica a trabalhar, e confesso que tenho de desabafar, antes que rebente um dia com a televisão lá de casa…

Haja pachorra… eu também quero um hospital na minha terra…

Estou cansado de ouvir as argumentações de utentes, familiares de utentes e pseudo políticos a reclamarem do encerramento das urgências em centros de saúde e hospitais…
A minha terra já teve hospital, depois passou a ter só centro de saúde e já há bastantes anos que este encerra antes da 24h…e vá qual foi o problema, nenhum, absolutamente nenhum… vamos para a cidade mais próxima que fica a 19 km por estrada nacional (não por auto-estrada) e ninguém reclama…
Será que estes que agora reclamam são mais portugueses que eu? Será que fazem mais descontos para o estado que eu? Se calhar não, pelo menos na primeira questão…
Então porque reclamam… só vão fazer o que muita boa gente já faz e não reclama…
Sou do Interior, sou alentejano, sou português e não sou menos que um habitante de Valença, Cantanhede, Fundão ou Anadia…
Assim que eu também quero um Hospital para a minha terra, já que não posso ter um médico só para mim…
Só um aparte…assim falando em termos de urgências… da minha terra ao Hospital mais próximo demoro sensivelmente 20 min… sem ir a velocidades do outro mundo, quanto tempo leva em média uma ambulância em Lisboa a chegar ao local e a transportar um utente para o Hospital mais próximo… (não se ponham já a dizer que depende se o utente for vizinho não demora nada, que entenderam bem o que quis dizer)… e quem conhece Lisboa sabe bem por vezes o que significa fazer um simples km de carro…
Tenhamos respeito uns pelos outros… e aos políticos que utilizam as argumentações a favor dos que agora perderam estes ditos direitos, recordem que existem muito mais pessoas neste país que já os tinham perdido e quando eles eram governa… ai a put.. da memória…


Beijos e Abraços
Das Chamas da Fénix

6 comentários:

dualidades np disse...

Em matéria de saúde a gestão é sempre mais complexa de se fazer!
Não nos podemos esquecer que lidamos com vidas humanos e não com custos puros e crus!!
Tem de haver bom senso e acima de tudo cautela.
Não pode haver portugueses de 1ª. e de 2ª. Todos temos direito à saude, é para isso que pagamos impostos.
Abraço

O renascer da Fenix disse...

Olá NP...

As vidas humanas deveriam ter o mesmo peso em todo o lado, não só em Portugal como no mundo... Eu não estou a falar da economia de custos... o que me custa é a argumentação que certas pessoas utilizam para defender a sua dama...
Eu tenho de ir à tua terra se estiver mal durante a noite... e não é por isso que me caem os parentes na lama...

Abraços e olha porque não viste o outro Post... não gostas????

mjf disse...

olá|
Estou inteiramente de acordo contigo.
Este populismo revoltante de alguns pseudo-politicos enerva-me...Sabem lá eles e a maior parte dos que reclamam porque sim ...( maria vai com as outras)o que deve ser um Serviço de Urgência. É verdade que uma unha encravada, para quem a tem é uma urgência hospitalar!!! Mas não é realmente para ser atendido num hospital, mas sim numa consulta programada.

Vevem reevindicar ~a melhoria do acesso aos cuidados de saúde primários, isso sim é um direito de todos nós, o resto é uma fantochada, e uma grande dose de egoísmo...
Mas isto é só a minha opinião
beijos


ps- obrigada, já vi o post do dia 3 de janeiro, gostei muito

Rita disse...

e agora um tema completamente diferente...
De que vale ter um hospital ou um centro de saúde ali mesmo ao lado se depois não há médicos para lá pôr???
Jokas

Silvia disse...

aqui não precisamos de um, mas de vários hospitais, ou melhor, eles até existem só não funcionam.
O homem vai ao espaço mas não consegue oferecer uma política de saúde ao povo...
e ainda ocorre o problema de que se estudam medicina porque se ganha dinheiro fácil, e os milhares de médicos que mais matam do que salvam vidas..
é, falaríamos horas sobre este assunto...rsrs:)

carapau disse...

Não conhecendo os factos em concreto, e achando que é verdade; existem localidades em situação bem difícil, nota-se que nestas contestações às vezes (quando não sempre) há muito aproveitamento político. Até porque a put* da memória tende a ser curta para um lado e compridita para outro.
Em Lisboa? Bem, em Lisboa se não se morre pelo caminho, morre-se na espera. É um desalento do caraças.